Quem foi Raimundo Jinkings? from Anna Mathis on Vimeo.
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| Ana Letícia e Annelise no colo de Salomão |
LENDA DO BOTO
Letra e Música: Wilson Fonseca (1954)Quando boto virou gentePra dançar num puxirum,Quando boto virou gentePra dançar num puxirum,Trouxe o “olho”, trouxe a “flecha”,Trouxe até muiraquitã.E dançou a noite inteiraCom a bela cunhantã.Um grande mistério na roça se faz:Fugiu cunhantã com o belo rapaz!...... E o boto, ligeiro, nas ondas sumiu,Deixando a cabocla na beira do rio...Se alguém lhe pergunta:“Quem foi teu amô?”Cabocla responde:“Foi boto, sinhô!”

- Jinkings, a coisa não está boa em São Paulo.
- Joel, onde faltam direitos humanos, nunca a coisa pode estar boa.


RAIMUNDO LIVREIRO
Era seu nome: Raimundo.
Seu Partido, sua vida.
Sua coragem aguerrida
Marcou seu rumo no mundo.
Em seus passos na cidade,
Rubro, o suor ensinado,
Coerência e humanidade
Foice e martelo empunhados
Partilhando a liberdade.
Belém do Pará, saudosa,
Trouxe à tua casa, a Poesia
Revestindo a livraria
Com uma luz preciosa
Que tua alma talentosa
Com clareza, construiu.
Teus cabelos prateados,
glorioso camarada
Ornam a foto emoldurada
Lembrando os sons soletrados
Do coração com teu povo,
Com tuas gentes, Raimundo.
Não trago nada de novo:
Velho carinho bem fundo
E um punhado de sins
No poema sem festins.
Jinkings, Raimundo, livreiro,
Acendi o candeeiro
A teu nome, companheiro
E assino a data: janeiro
Início de calendário,
Véspera de aniversário
De Belém, como convém.
Muitos devem muito a ti
À tua luta madura
À derradeira ternura
Forjando da noite escura
A certeza que se aclara
E que o verbo escancara.
Vivos, erguemos a voz
Trazendo a garganta aberta
E a memória bem desperta
Nesta ciranda veloz
Nesta ciranda de paz
Nesta ciranda que faz
Nesta ciranda que traz
A liberdade até nós.
Aline de Mello Brandão
( Belém do Grão Pará, onze de janeiro do ano dois mil e sete, dezoito horas. Crepúsculo)