A presença da música na resistência à ditadura. "Pesadelo" é uma das mais impactantes na época e ainda hoje. Abaixo, a belíssima letra de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós e também a interpretação pelo MPB4, quem gravou nos anos 60, driblando a repressão.
PESADELO
Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara, o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta
E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte
Olha o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente, olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós, olha aí
O muro caiu, olha a ponte
Da liberdade guardiã
O braço do Cristo, horizonte,
Abraça o dia de amanhã
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domingo, 26 de junho de 2011
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Fafá de Belém entoa com emoção "VERMELHO"
A toada Vermelho, do Boi de Parintis, em apresentação emocionante de Fafá de Belém.
Encontrei este vídeo em entrevista de Fafá, no blog Catujaleno.
É a cara do Raimundo Jinkings. Quando estourou o sucesso, muitos pensaram ser uma homenagem a ele, que morrera meses antes, ainda em 1995. Obrigado, Fafá.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Reparação Justa Para Todos, Já
02 Apesar de Voce.wma
Apesar De Você
Chico Buarque
(Coro Crescendo)
Amanhã vai ser outro día x 3
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.
(Coro)
Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.
(Coro2) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa.
Apesar de você
(Coro3)
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia.
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você
(Coro4)
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá…….
Presidente Lula,
Queremos os arquivos da ditadura abertos
e toda a dor e o sofrimento reparados.
.
Apesar De Você
Chico Buarque
(Coro Crescendo)
Amanhã vai ser outro día x 3
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.
(Coro)
Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.
(Coro2) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa.
Apesar de você
(Coro3)
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia.
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você
(Coro4)
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá…….
Presidente Lula,
Queremos os arquivos da ditadura abertos
e toda a dor e o sofrimento reparados.
.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Trabalhadores. Lembrança da Praça do Operário
postado por Nise


Primeiro de Maio
(Chico Buarque e Milton Nascimento)
Hoje a cidade está parada
E ele apressa a caminhada
Pra acordar a namorada logo ali
E vai sorrindo, vai aflito
Pra mostrar, cheio de si
Que hoje ele é senhor das suas mãos
E das ferramentas
Quando a sirene não apita
Ela acorda mais bonita
Sua pele é sua chita, seu fustão
E, bem ou mal, é o seu veludo
É o tafetá que Deus lhe deu
E é bendito o fruto do suor
Do trabalho que é só seu
Hoje eles hão de consagrar
O dia inteiro pra se amar tanto
Ele, o artesão
Faz dentro dela a sua oficina
E ela, a tecelã
Vai fiar nas malhas do seu ventre
O homem de amanhã
enviado por Nise
(Chico Buarque e Milton Nascimento)
Hoje a cidade está parada
E ele apressa a caminhada
Pra acordar a namorada logo ali
E vai sorrindo, vai aflito
Pra mostrar, cheio de si
Que hoje ele é senhor das suas mãos
E das ferramentas
Quando a sirene não apita
Ela acorda mais bonita
Sua pele é sua chita, seu fustão
E, bem ou mal, é o seu veludo
É o tafetá que Deus lhe deu
E é bendito o fruto do suor
Do trabalho que é só seu
Hoje eles hão de consagrar
O dia inteiro pra se amar tanto
Ele, o artesão
Faz dentro dela a sua oficina
E ela, a tecelã
Vai fiar nas malhas do seu ventre
O homem de amanhã
enviado por Nise
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Rock and Roll

Papai, com as atividades políticas e sindicais, vinha sempre à Brasília. Um ou dois dias, às vezes menos. Era sempre muito bom estar com ele. Carinhoso com as netinhas, brincalhão. Elas curtiam a visita. Íamos a bons restaurantes, coisa que ele nos ensinou a apreciar. Onde pudéssemos comer uma boa paella ou uma carne de caça.
Algumas vezes eu o acompanhei ao Congresso Nacional, para reuniões com as lideranças ou algum outro assunto.
Naquela época eu militava em partidos trotskistas. Ele, sempre PCB. Hoje vejo o quanto ele era paciente e tolerante com as minhas intolerâncias. Pacientemente, ele argumentava comigo sobre os assuntos nos quais tínhamos discordância.
Em uma das suas vindas a Brasília, nas movimentações pela democratização do país, ele me deu o compacto de Gonzaguinha, com a música Comportamento Geral. De arrepiar.
Papai tinha bom gosto. Ele e mamãe tinham uma coleção de discos da MPB, desde os anos 60. Além dos livros que nos presenteavam, eles nos apresentaram o melhor da música. Me veio à lembrança que um dos discos que me apaixonou, entre o Chico – tinham tudo dele -, Dorival, Gilberto Gil e Noel, foi uma banda de rock and roll. Era a lendária Bill Harley e Seus Cometas, de Rock Around the Clock. Toquei sem trégua na minha radiolinha. Preciso lembrar de perguntar à mamãe sobre como descobriram (ela e papai) o Rock and Roll.
Leila
Papai faria hoje, 5 de setembro, 81 anos.
Aqui, a música do grande Gonzaguinha, como uma pequena homenagem. Emocionante. Daniel, filho de Gonzaguinha, canta com ele em imagem. E, de quebra, um show do “Bill Harley and His Comets” . Os vídeos geralmente custam um pouco a abrir. Dá um "pause" e deixa carregar um pouco.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Mi Viejo (Piero)
Mi Viejo, de Piero
Es un buen tipo mi viejo
Que anda solo y esperando
Tiene la tristeza larga
De tanto venir andando
Yo lo miro desed lejos
Pero somos tan distintos
Es que crecio con el siglo
Con tranvia y vino tinto
Viejo mi querido viejo
Ahora ya caminas lerdo
Como perdonando el viento
Yo soy tu sangre mi viejo
Soy tu silencio y tu tiempo
El tiene los ojos buenos
Y una figura pesada
La edad se le vino encima
Sin carnaval ni comparsa
Yo tengo los anos nuevos
Y el hombre los anos viejos
El dolor lo lleva dentro
Y tiene historias sin tiempo
Viejo, mi querido viejo
Ahora ya caminas lerdo
Como perdonando el viento
Yo soy tu sangre mi viejo yo
Soy tu silencio y tu tiempo
Yo soy tu sangre mi viejo yo
Soy tu silencio y tu tiempo
.
Piero nasceu na Itália e foi, ainda criança, para Argentina. É bolivariano e libertário. A música acima é de 1969. Há outras tão sensíveis e belas como essa, mas "Mi Viejo" parece ter sido feita para o papai.
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