Alfredo Oliveira lança livro sobre movimento comunista paraense:
Cabanos & Camaradas

O Livro narra as lutas do povo desde a Cabanagem, a formação dos primeiras organizações operárias, até a fundação do Partido no Estado antes de 1930. A partir daí, o livro passa a mostrar as contradições vividas pelos nossos primeiros camaradas, em apoiar ou não o governo de Magalhães Barata, e o surgimento da Aliança Libertadora Nacional (ALN), o início da militancia de João Amazonas, Pedro Pomar, Dalcídio Jurandir, Eneida de Moraes, entre outros. (Foto abaixo o veterno dirigente comunista Sá Pereira)


A cereja do bolo: o melhor do livro no entanto são as bibliografias. São quase 100 Camaradas que tiveram sua militancia esquadrinhada pelo autor, entre eles o Senador Abel Chermont (que foi depois suplente de Prestes na Constituinte de 46!), Ruy barata, Raimundo Jinkings, Imbiriba da Rocha, Mario Manito, Benedito Monteiro, Almir Gabriel, Osvaldo Coelho, Sá Pereira, e dezenas e dezenas de militantes comunistas, que atuaram nas frentes de massa, institucional, de idéias, nos anos 30, 40, 50, 60 70, 80, alguns por quase 50 anos, enfim o mais rico manancial que existe sobre a história do movimento comunista paraense. Alguns dados da bibliografia de João Amazonas e Pedro Pomar contidas na obra, são dados novos, e que lançam luzes sobre a militãncia desses gigantes Comunistas, que reorganizaram o nosso Partido em 1962, após Prestes e sua turma terem embarcado na canoa revisionista e na aliança com a bruguesia nacional, fundado no famoso Manifesto de Março de 1958.
Questionado
o porque da ausência de importantes quadros do PCdoB entre os
bibliografados, como Paulo Fonteles e Neuton Miranda, Alfredo Oliveira,
muito simpático, nos disse que o livro "era uma tarefa que tinha como
alcançe o Partidão, mais que tinha muito apreço pelo PCdoB, pelo Paulo e pelo Neuton".
Foi uma noite muito emocionante, centenas de Comunistas presentes,
dezenas deles, com mais de 70 anos! Vários deles com hitórias incríveis
de lutas, suor e sangue! Foi um encontro também de gerações, haviam
jovens, que acreditam que o socialimo é o rumo da humanidade! Pelo PCdoB
estiveram presente os camaradas Jorge Lopes de Farias e Mario Hesket

http://blogdoacaibelem.blogspot.com.br/2010/05/alfredo-oliveira-lanca-livro-sobre.html
SERVIÇO
Livro narra histórias sobre comunistas no Pará
Cabanos e camaradas Alfredo Oliveira conta histórias da presença comunista no Pará
A realidade da Santa Casa de Misericórdia de Belém de 1958 não
era muito diferente da que existe hoje. A população carente penava para
conseguir um atendimento digno, morria abandonada pelo poder público,
que pouco ou nada fazia para melhorar a vida dos mais necessitados. Foi
ao deparar com este cenário caótico que o jovem estudante de medicina
Alfredo Oliveira decidiu fazer algo que tentasse reverter essa situação.
A
atitude de Alfredo foi engajar-se politicamente. Influenciado pela
literatura sobre revolução social encontrada na biblioteca de seu pai,
Ubirajara Moraes de Oliveira, decidiu entrar para o “Partidão”, o
Partido Comunista Brasileiro (PCB). A partir daí, Alfredo nunca mais
abandonou o partido, acompanhando de perto os percalços que ele sofreria
ao longo do período da ditadura militar. Atuou perto de personalidades
como Ruy Barata, Benedicto Monteiro, Raimundo Jinkings, Levi Hall de
Moura e até Dalcídio Jurandir.
Agora Alfredo Oliveira une suas
memórias a uma intensa pesquisa para produzir o livro “Cabanos &
Camaradas”, onde ele relata em 700 páginas a presença das ideias
revolucionárias no Pará desde a Cabanagem até a chegada do PCB ao
estado. A publicação, elaborada e impressa sem nenhum tipo de apoio ou
patrocínio, será lançada na próxima terça-feira (4), durante uma noite
de autógrafos no hall da Assembleia Legislativa do Pará.
Esta é a
11ª obra de Alfredo Oliveira, que sempre gostou de escrever sobre fatos
e pessoas relevantes para a história do Pará. Ele é o autor de obras
como “Ritmos e Cantares” (1999) e “Carnaval Paraense” (2006),
livros-referência nos assuntos que tratam.
“Cabanos &
Camaradas” foi escrito para atender aos pedidos de “camaradas” de
Alfredo. “Assumi o compromisso de fazer esta obra. Pena que alguns dos
meus camaradas que pediram para eu escrever este livro não estejam mais
vivos”, diz o autor.
De Eduardo Angelim a Karl Marx
Alfredo Oliveira aborda desde a importância do movimento da Cabanagem ao surgimento do PCB no Pará
Alfredo Oliveira começou a pesquisar há cinco anos. Iniciou pelo século
19, buscando falar da importância do primeiro movimento eminentemente
popular do estado. “Procurei falar da Cabanagem sob a ótica de uma
revolução popular, de ter sido a primeira luta pela conquista da
cidadania para os filhos da terra. Este movimento também foi fundamental
para se criar a consciência de uma Amazônia brasileira. É importante
ressaltar a importância deste movimento porque, por muito tempo, a
Cabanagem foi vista como um ato de banditismo. Um exemplo são certos
nomes de ruas de Belém, como a 13 de Maio. Muitos pensam que se trata de
uma homenagem a abolição da escravatura, mas não, é uma homenagem ao
dia da derrota dos cabanos. Este dia chegou a ser feriado estadual por
vários anos”, conta. Após a Cabanagem, Alfredo aborda a presença de
ideias pré-marxistas (como o anarquismo e o anarco-sindicalismo) no
Pará, já no final do século 19.
PCB
Já no século 20, Alfredo fala do surgimento do PCB
no estado, em 1931. Para relatar a presença e a atuação comunista no
Pará, Alfredo contou, além de sua própria memória, com o depoimento de
diversas pessoas que fizeram parte do movimento ao longo dos anos, com o
acervo de arquivos públicos, principalmente o do Rio de Janeiro. “Tive
que viajar para fora do estado para entrevistar algumas pessoas, muitas
já em idade avançada. Nos arquivos públicos garimpei os relatórios
policiais sobre as atividades do PCB no Pará. Muitas das versões da
polícia não condiziam com a realidade, para acusar os comunistas de
atividade subversiva, mas foram importantes para eu obter datas, fatos e
os nomes das pessoas envolvidas”, diz Alfredo.
Entre os fatos
relatados por Alfredo estão os efeitos da revolução de 1930 em Belém, a
revolta constitucionalista de 1932 em Óbidos e Belém, a derrubada de
Magalhães Barata em 1935, a renúncia de Jânio Quadros em 1961, o golpe
militar de 1964 e o período de chumbo da ditadura. “O que mais me
comoveu foi a coragem dos militantes frente a repressão, a bravura
deles”, enfatiza. A obra ainda aborda a influência no Pará de movimentos
mais recentes, como a queda do muro de Berlim.
Para Alfredo,
tudo valeu a pena. “A participação do PCB no estado foi muito rica. O
movimento foi composto de personalidades importantes em todas as áreas,
como Dalcídio Jurandir, Eneida de Moraes, Ruy Barata, Henrique Santiago e
Imbiriba da Rocha. Continuo achando que se pode pensar em uma sociedade
socialista, mas em um socialismo renovado e democrático”, finaliza.
QUEM É ALFREDO OLIVEIRA
Alfredo Carlos Cunha de
Oliveira é médico, escritor e compositor. Tem 11 livros publicados e é
autor de diversos sambas-enredo. Tem mais de 60 músicas gravadas por
grandes nomes nacionais e regionais, como Fafá de Belém, Sebastião
Tapajós, Jane Duboc, Leila Pinheiro, Neguinho da Beija-flor, Zé Renato,
Flávio Venturini, entre outros. Ainda estudante, em 1958, passou a
integrar a militância ideológica do PCB.
LIVROS PUBLICADOS
O touro passa? (1981)
Belém, Belém (1983)
Paranatinga (1984)
A pedra verde (1986)
Ruy Guilherme Paranatinga Barata (1990)
A partir da ilha (1991)
Ritmos e cantares (1999)
Almir Gabriel, trajetória e pensamento (2002)
Além dos deveres (2006)
Carnaval Paraense (2006)
Cabanos & Camaradas (2009)
SERVIÇO
Lançamento do livro “Cabanos & Camaradas”, de Alfredo Oliveira.
Terça-feira, 4 de maio de 2010, às 19h, no hall de entrada da Assembleia Legislativa do
Pará (Rua do Aveiro, nº130 - Praça Dom Pedro II - Cidade Velha). Valor
do livro: R$ 30.
(Diário do Pará)
http://www.diariodopara.com.br/impressao.php?idnot=88359
http://www.diariodopara.com.br/impressao.php?idnot=88359
Um comentário:
Eu vou procurar adquirir um. Meu pai foi desse partido. Hoje já não é mais, porque discorda pra onde o partido rumou. Ele se filiou ao PT, que para ele é hoje um orgulho, de ter sido trabalhador e ter lutado e hoje ele se ve no governo. Vibra com as conquistas do proune, do bolsa família, que na rua dele ajudou muito menino, essas coisas. Obrigada por ter colocado essa informação aqui.
Um beijo da Eliete
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