quinta-feira, 16 de abril de 2015
domingo, 10 de agosto de 2014
Saudade de estar com êle
Saudade do meu pai, Raimundo Antônio Jinkings.
Ele adorava tratar dos animais do sítio. Era um humanista, amava as pessoas e os animais. Lutou por um mundo mais humano e justo.
Este vídeo foi filmado em mini VHS por mamãe, Isa Jinkings, em 1991, no Sítio dos Netinhos, Benevides, Pará.
Ele adorava tratar dos animais do sítio. Era um humanista, amava as pessoas e os animais. Lutou por um mundo mais humano e justo.
Este vídeo foi filmado em mini VHS por mamãe, Isa Jinkings, em 1991, no Sítio dos Netinhos, Benevides, Pará.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Miséria Humana
MISÉRIA HUMANA
Por Raimundo Jinkings

Folha, 10/08/1952
(Reproduzido no livro Entre as Letras e as Baionetas, de Jocelyn Brasil, pp. 179 a 181).
Por Raimundo Jinkings

Quando passamos pelas ruas de Belém, principalmente a João Alfredo, deparamos com um grande número de seres humanos que, certamente, já tiveram lar, já trabalharam, já produziram e já contribuíram com a parcela de seus esforços para o progresso de nossa Pátria, do nosso Estado, e para o enriquecimento de alguns privilegiados da sorte e do regime, mas que hoje estão transformados em verdadeiros farrapos humanos, jogados nas calçadas, submetidos ao sol e à chuva, sujeitos a toda sorte de misérias, comendo aquilo que o diabo enjeita, desprezados por tudo e por todos, humilhados pela própria sociedade. Esses mesmos homens que, sem dúvida, sonharam ter na velhice uma vida tranqüila, sem privações, digna dos que trabalham e que produzem, viram seus esforços e seus ideais vencidos pela ambição insaciável dos ricos e pelo descanso dos governos. Triste realidade!
Quanto é triste e doloroso saber que dentre esses mendigos, que estão jogados ao léu, ostentando suas chagas físicas ao lado das rebrilhantes exposições de jóias, há um jovem que esteve na última guerra, lutou e sacrificou-se pela prometida liberdade e fraternidade dos povos. Esse infeliz idealista voltou da guerra, doente, inutilizado para o resto da vida, mas cheio de esperanças, na certeza de que havia contribuído para a conquista do mundo com que sonhara. Ao regressar, não desejava mais do que a Paz para o mundo e o necessário para sua subsistência. Entretanto tudo lhe foi negado. Os homens, que lhe prometeram vida melhor, esqueceram-se do compromisso, e estão agora gozando as delícias das fortunas conseguidas à custa da miséria do Povo durante a guerra, desse mesmo Povo de quem foram exigidos o sangue, o trabalho e o sacrifício, para defesa da Paz e da Democracia, dessa Paz e dessa Democracia que ainda não conhecemos.
Não poderá haver Democracia e nem poderá haver Paz enquanto assistirmos a cenas dolorosas como essas, e enquanto não acabarmos com os privilégios vergonhosos dessa estranha fauna dos capitalistas. O que precisamos é de justiça, mas a justiça só é perfeita, só é justiça de verdade quando é feita igualmente para todos, sem distinção condições sociais, de raças ou de cor. São do grande Simon Bolívar estas significativas palavras: "Conservai intacta a lei das leis: a igualdade. Sem ela perecem todas as liberdades, todos os direitos". Quão verdadeiras são essas palavras que, lendo-as, acreditamos com toda a sinceridade que um dia haveremos de dar ao nosso Povo aquilo que não nos é possível dar-lhe no regime capitalista: a igualdade econômica e social. No próprio Estados Unidos, o país capitalista mais rico do mundo, existe a fome e a miséria, consoante apuração feita em 1939, dos 30 milhões de famílias norte-americanas 8 milhões morreriam de fome se o governo não as socorresse, e 11 milhões lutariam contra a miséria. Referindo-se a essa estatística, o líder nacional do Partido Socialista, o eminente Dr. João Mangabeira, com precisão: “Tudo isso demonstra que ainda no país mais rico do mundo, o regime capitalista não pode resolver o problema da fome e da miséria".
O problema da pauperização em nosso Estado do governo imediatas providências medidas concretas benefício do Povo, com o objetivo de acabar com essa situação difícil e desmoralizante.
Nem a mais santa das intenções resolve em contrário.
Lembrem-se de Fauchet na convenção da grande Revolução Francesa:
"Considerando que a igualdade não deve ser uma miragem enganadora que todos os cidadãos inferiores, velhos órfãos indigentes, sejam albergados, vestidos e alimentados à custa dos ricos; os sinais da miséria sejam destruídos, a mendicidade e a ociosidade sejam proscritas; que se dê trabalho a todos os cidadãos válidos".
Que adiantou? Nada. A questão, evidentemente, não é de sonhar. Ou o governo se mexe, ou o Povo virá a fazê-lo por suas próprias mãos inevitavelmente, de modo violento.
Há o caminho da construção socialista, pacífica, e há o caminho que garante sucessos, como os acontecimentos do Rio Grande do Sul estão a indicar. Escolha o governo a solução enquanto ainda lhe resta um pouquinho de tempo.
(Reproduzido no livro Entre as Letras e as Baionetas, de Jocelyn Brasil, pp. 179 a 181).
domingo, 2 de março de 2014
Lembranças dos sábados na Livrariazinha, por Salomão Laredo
A IMPORTÂNCIA DO LIVRO E DA LEITURA
Salomão Larêdo, escritor e jornalista
Guerreiras. elas começaram na LIVRARIAZINHA JINKINGS: Ana Letícia e Annelise Miléo, as meninas leitoras de Santarém, estão agora no Teatro em Curitiba
Salomão Larêdo, escritor e jornalista
![]() |
| Ana Letícia e Annelise no colo de Salomão |
Na década de 1980, objetivando ajudar na formação do leitor crítico e analítico a Livraria Jinkings abriu um espaço específico e adaptado para as crianças, denominado “Livrariazinha” e lá, convidado, começamos, com os donos da ideia e da livraria: seu Jinkings, dona Isa, Leila, Varico, Toninho e todos os funcionários, aos sábados, os processos de cooperar na formação do leitor crítico.
As manhãs eram cheias de atrações para a criançada e seus pais, para o importante, salutar e necessário contato com o livro, a leitura.
Lá, as crianças ouviam histórias, contação de casos e sobretudo de socialização, a conexão do ser humano com a vida nos livros, as ideias e tudo o mais que a cultura e a leitura desencadeiam. Foi uma novidade em Belém e um sucesso enorme. Lá, muita gente surgiu, descobriu se tornou leitor e ledor.
Lembro que nessa época, aos sábados, nosso programa que sempre foi ir a uma livraria, passamos - meu, de Maria Lygia e do nosso filho Filipe – especificamente a frequentar a Livrariazinha e nesse empenho, alegria e prazer, recordo que numa manhã de sábado, lotado de crianças, estavam lá duas garotas de Santarém, que acompanhadas da mãe Ana Helena e da tia Anacacilda e elas, mocorongas – Annelise e Ana Leticia - desinibidas, cantavam e contavam coisas de seu lugar e então começamos um interação e uma amizade que perdura até hoje.
As meninas, como mostra a foto, sentaram no meu colo e juntos, cantamos essa linda música do querido maestro Isoca, santareno que é a Lenda do Boto:
LENDA DO BOTO
Letra e Música: Wilson Fonseca (1954)Quando boto virou gentePra dançar num puxirum,Quando boto virou gentePra dançar num puxirum,Trouxe o “olho”, trouxe a “flecha”,Trouxe até muiraquitã.E dançou a noite inteiraCom a bela cunhantã.Um grande mistério na roça se faz:Fugiu cunhantã com o belo rapaz!...... E o boto, ligeiro, nas ondas sumiu,Deixando a cabocla na beira do rio...Se alguém lhe pergunta:“Quem foi teu amô?”Cabocla responde:“Foi boto, sinhô!”
Depois as meninas retornaram a Santarém, onde, muitas vezes fui em razão do trabalho de formação do leitor pelo programa “ O Liberal na Escola” e lá, a Anacacilda levava as meninas e ficava sabendo do progresso das queridas amigas e leitoras que ajudam a tia num programa cultural numa emissora e ficava contente sabendo que elas avançavam nos estudos. Depois, perdemos contato e num dos círios, em Belém, Anacacilda fez contato e passamos a nos falar por e-mail e agora elas estavam em Curitiba, para estudar artes cênicas.
(publicado originalmente no blog de Salomão Laredo)
(publicado originalmente no blog de Salomão Laredo)
domingo, 14 de abril de 2013
RA Jinkings, Livraria Jinkings
A Livraria Jinkings, fundada por RAJinkings, em 1965, considerada a livraria mais importante do Norte e Nordeste. Em 1994, Raimundo Jinkings foi eleito nacionalmente como Livreiro do Ano. Fecha as portas, em 2010, após 45 anos, reconhecida a sua importância pela intelectualidade paraense. Muitos expõe nos espaços disponíveis a sua gratidão a Raimundo Jinkings.
Deixe seu depoimento aqui, por meio do comentário, ou envie email.
Aqui você tem acesso ao Blog da Livraria Jinkings, memória da Livraria e da loja virtual desenvolvida pela Dinâmica. Além de pioneira, a jinkings.com.br se destaca pela interatividade com o leitor e, com anos à frente, extrapolando o comercio de livros e oferecendo serviços e informações, joguinhos, sugestões, livros inteiros virtuais para as crianças da Livrariazinha, lendas amazônicas, enfim.
por Cassio Barbosa Sader disse...
Ivana, Leila,
Parabéns!
Emocionante!
Sigamos pelos novos caminhos, com a mesma força!
Beijo, Cassio.
3 de julho de 2010 21:09
por Cassio Barbosa Sader disse...
Ivana, Leila,
Parabéns!
Emocionante!
Sigamos pelos novos caminhos, com a mesma força!
Beijo, Cassio.
3 de julho de 2010 21:09
Muito lindo e emocionante, Leila.
Um beijo.
Emir
- Vladimir Cunha disse...
- O filho do rato Alejandro Jodorowsky é o cara. Eu tinha uns nove anos quando meu pai me levou à livraria Jinkings e disse para eu escolher o que quisesse. Fui direto à sessão de quadrinhos. Em plena Ditadura, o velho Jinkings contrabandeava livros de esquerda em meio a caixas de insuspeitos quadrinhos europeus publicados em Portugal. O cara tinha as manhas. Enfiava traduções em espanhol e português de livros do Marx, Engels, Trostky e Mao no meio de álbuns de gente como Moebius, Druillet, Phillipe Caza, Enki Bilal, Quino, Palomo, Plantu e outros grandes nomes das HQs do Velho Mundo. Meu pai comprava os Marx e companhia. Eu ficava com os quadrinhos. Coisa que, aliás, fez eu desenvolver um dialeto meio esquisito com o passar do tempo de tanto ler histórias naquele português estranho. Foi numa dessas idas à livraria do Jinkings que peguei para folhear um álbum de capa amarela: O Incal Negro - Uma Aventura de John Difool. Não fazia idéia do que era um Incal, mas o livro vinha com o nome de Moebius na capa, que eu curtia das séries Tenente Blueberry e A Garagem Hermética. Foi o suficiente para levá-lo para a casa. E junto com Moebius acabei levando também Alejandro Jodorowsky. As coisas nunca mais foram as mesmas. íntegra aqui: http://raimundojinkings.blogspot.com/2007/11/camuflagem.html
25 de junho de 2010 12:33
Lauande disse...- (...) Como amigo do Jinkings e militante comunista, luto com milhares democratas constantemente para garantir o respeito às opiniões contrárias e fortalecimento da democracia, o melhor regime entre todos. Que atitudes de prepotência e práticas ditatoriais fiquem apenas nos livros de história e nunca mais se repitam em nossa terra. E muitas saudades do meu amigo e camarada Jinkings!!! Aquele abraço, Lauande. http://raimundojinkings.blogspot.com/2007/11/lauande-homenageia-jinkings.html

Isa disse...- Raimundo Antônio da Costa Jinkings nasceu, em 05 de setembro de 1927, no que era na época um pequeno povoado, Curumim distrito do município de Santa Helena, banhado pelo rio Turiaçu, no Maranhão. Teve infância pobre, trabalhou desde menino, aprendeu diversos ofícios enquanto aprendia, com o pai, as primeiras letras. Mal entrava na adolescência quando, na sua avidez de saber, em meio aos pertences de seu pai, descobriu e leu o livro do filósofo alemão Schopenhauer, “As dores do mundo”. Estranho e inexplicável: através de que meios teria ido parar Schopenhauer naquele cantinho do mundo?. Aquela leitura foi o prenúncio de um vida que, toda ela, seria dedicada a lutar exatamente contra as dores do mundo, contra a injustiça, pela liberdade. Sua paixão pela liberdade o conduziu ao Socialismo. Esse texto foi postado por Isa Jinkings no sítio da Livraria Jinkings. (www.jinkings.com.br, temporariamente fora da rede). Um dos primeiros sites de livraria no Brasil, criado no início dos anos 1990.

Odilardo disse...- Caríssimos! Parabenizo-os pela inovação, criatividade, compromisso como o saber/fazer na área fundamental para a expressão da liberdade/dignidade da pessoa humana e seu ambiente: o livro e a manifestação cultural!... Muito belo com o iniciar-se dos pequerruchos! O "velho", permitam-me o tratamento (é solene e deslumbrado) não é lição, mas semente, sim, que ressurge em cada um que, de alguma forma, sente a livraria e faz dela um eterno caminhar, prazeroso e combativo. Sua história representa, sim, "aquele que é indispensável", da cantiga heróica de Brecht. O conheci, altivo, numa das celas contígua na qual eu me encontrava com outros companheiros, principalmente os históricos, do quartel do Batalhão de Selva aqui de Macapá, nos idos negros do Médici. Eu era estudante e me iniciava no radiojornalismo da Diocese, focada na teologia da libertação. Depois conheci a Fortaleza de Macapá e o Forte do Castelo. Ali mesmo, ele transparecia o combatente lúcido e generoso. Fico grato e entusiasmado com a correspondência de vocês, mais uma vez parabéns e aguardo segurar o relacionamento. Breve falarei sobre um projeto biblioteca - BIBLIOL, que estamos montando para socializar o acervo de nossa pequena biblioteca pessoal, a partir de atividades sócio-culturais. Muito grato. Odilardo Lima E-mail recebido em 02/junho/2002.

BOLETIM HSLIBERAL disse...- AOS CAROS EDITORES DO BLOG RAIMUNDO JINKINGS MINHAS CONGRATULAÇÕES PELA ATUALIZAÇÃO GRÁFICA E PELA MATÉRIA SOBRE A LIVRARIA JINKINGS. FRUTO DÂ EXEMPLAR HISTÓRIA DE LUTAS DO SEU PATRONO CUJO FOCO SEMPRE FOI O FUTURO. O NOVO FORMATO PERMITE PARTICIPAÇÃO DOS LEITORES E MERECE MAIOR DIVULAGAÇÃO. SAUDAÇÕES.

Bertelli disse...- From: Bertelli To: Lista_Bertelli Mailing List Sent: Friday, June 25, 2010 8:21 AM Subject: [Lista_Bertelli] - Livraria Jinkings Prezados: uma homenagem cheia de alegria e, ao mesmo tempo, com um grande pesar. Mais uma que fecha.É uma pena. Todavia, cumpriu um importante e belo papel. Camarada Raimundo Jinkings, presente!!! Saudações. Bertelli

Aline de Mello Brandão disse...- (...) Partilhando a liberdade. Belém do Pará, saudosa, Trouxe à tua casa, a Poesia Revestindo a livraria Com uma luz preciosa Que tua alma talentosa Com clareza, construiu. Teus cabelos prateados, glorioso camarada Ornam a foto emoldurada Lembrando os sons soletrados Do coração com teu povo, Com tuas gentes, Raimundo. Não trago nada de novo: Velho carinho bem fundo E um punhado de sins No poema sem festins. Jinkings, Raimundo, livreiro, Acendi o candeeiro A teu nome, companheiro E assino a data: janeiro Início de calendário, Véspera de aniversário De Belém, como convém. Muitos devem muito a ti À tua luta madura À derradeira ternura Forjando da noite escura A certeza que se aclara E que o verbo escancara. Vivos, erguemos a voz Trazendo a garganta aberta E a memória bem desperta Nesta ciranda veloz Nesta ciranda de paz Nesta ciranda que faz Nesta ciranda que traz A liberdade até nós.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Militantes paraenses pela redemocratização do Brasil reúnem dia 10 no Bar do Parque
No próximo sábado (10/12) os velhos companheiros vão se encontrar no Bar do Parque, a partir das 16 horas, para depoimentos, gravações, recolha de fotos, para um DVD e um Livro sobre o período de retomada das lutas democráticas que ajudaram a derrotar a ditadura militar aqui no Pará.
O livro conterá entrevistas e verbetes contando curiosidades, com a inventividade e o bom humor daqueles que se dispuseram a reorganizar o movimento estudantil, sindical e popular paraense.
Você saberá, por exemplo, como os lutadores daquela época faziam os panfletos em mimeógrafo a álcool para divulgar as idéias de organização. Vamos relembrar pessoas das organizações de apoio como o Gileno, o Padre João Maria, Carlos Bordalo, o uso da Gráfica Salesiana para imprimir jornais. E a goma de tapioca que era usada para colar cartazes, lembram? As histórias de pichações, algumas picantes. A demissão de toda diretoria da Associação dos Professores - APEPa, e líderes como a professora Ermelinda Garcia e a professora Venize Rodrigues.
Um capítulo para João Marques, Paulo Fonteles, Humberto Cunha, Ademir Andrade, Gabriel Guerreiro, Romero Ximenes, será que rola?
E quem eram os estudantes que iam a Livraria Jinkings pegar alguns livros revolucionários com a complacência do dono, o grande dirigente comunista Raimundo Jinkings? Quem pulou roleta? Quem fez greve na Faculdade? Quem lembra do CACO?
Histórias de dor, sofrimento. Outras nem tanto, mas também muito interessantes, como a da prisão dos estudantes do Alicerce da Juventude Socialista e os embates destes com seus advogados de defesa, dentre eles os Drs. José Maria Quadros de Alencar e José Carlos Castro.
Os dirigentes dos trabalhadores rurais também terão espaço e histórias para contar. Quem lembra do Gatão (Atanagildo de Deus Matos)? O Geraldo Pastana, os Ganzer, os Pelosos e o Lamparina, alguém lembra disso?
Não vamos deixar morrer a nossa história. Compareça no dia 10.12, às 16hs, no Bar do Parque e leve sua contribuição, viu, Alberdam Batista! Estamos esperando.
(Fonte: Zé Carlos Lima, com modificações do blog)
http://zecarlosdopv.blogspot.com )
Postado por
Ana Célia Pinheiro
A Perereca da Vizinha: Militantes paraenses pela redemocratização do Bras...:
No próximo sábado (10/12) os velhos companheiros vão se encontrar no
Bar do Parque, a partir das 16 horas, para depoimentos, gravaçõe...domingo, 27 de novembro de 2011
é a política que decide o que você come - o analfabeto político
Bertold Brecht, duas poesias e uma só mensagem:
O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe,
da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e
estufa o peito dizendo que odeia
a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política
nasce a prostituta,
o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.
Precisamos De Você
lê nos olhos - aprende
a ler jornais, aprende:
a verdade pensa
com tua cabeça.
Faça perguntas sem medo
não te convenças sozinho
mas vejas com teus olhos.
Se não descobriu por si
na verdade não descobriu.
Confere tudo ponto
por ponto - afinal
você faz parte de tudo,
também vai no barco,
"aí pagar o pato, vai
pegar no leme um dia.
Aponte o dedo, pergunta
que é isso? Como foi
parar aí? Por que?
Você faz parte de tudo.
Aprende, não perde nada
das discussões, do silêncio.
Esteja sempre aprendendo
por nós e por você.
Você não será ouvinte
diante da discussão,
não será cogumelo
de sombras e bastidores,
não será cenário
para nossa ação
domingo, 28 de agosto de 2011
Mi viejo faz aniversário
No dia 5 de setembro, Raimundo Jinkings faria 84 anos e estaria lutando pelas nossas conquistas democráticas e rumo ao socialismo.
Mi Viejo, de Piero
Es un buen tipo mi viejo
Que anda solo y esperando
Tiene la tristeza larga
De tanto venir andando
Yo lo miro desed lejos
Pero somos tan distintos
Es que crecio con el siglo
Con tranvia y vino tinto
Viejo mi querido viejo
Ahora ya caminas lerdo
Como perdonando el viento
Yo soy tu sangre mi viejo
Soy tu silencio y tu tiempo
El tiene los ojos buenos
Y una figura pesada
La edad se le vino encima
Sin carnaval ni comparsa
Yo tengo los anos nuevos
Y el hombre los anos viejos
El dolor lo lleva dentro
Y tiene historias sin tiempo
Viejo, mi querido viejo
Ahora ya caminas lerdo
Como perdonando el viento
Yo soy tu sangre mi viejo yo
Soy tu silencio y tu tiempo
Yo soy tu sangre mi viejo yo
Soy tu silencio y tu tiempo
.
Piero nasceu na Itália e foi, ainda criança, para Argentina. É bolivariano e libertário. A música acima é de 1969. Há outras tão sensíveis e belas como essa, mas "Mi Viejo" parece ter sido feita para o papai.
Mi Viejo, de Piero
Es un buen tipo mi viejo
Que anda solo y esperando
Tiene la tristeza larga
De tanto venir andando
Yo lo miro desed lejos
Pero somos tan distintos
Es que crecio con el siglo
Con tranvia y vino tinto
Viejo mi querido viejo
Ahora ya caminas lerdo
Como perdonando el viento
Yo soy tu sangre mi viejo
Soy tu silencio y tu tiempo
El tiene los ojos buenos
Y una figura pesada
La edad se le vino encima
Sin carnaval ni comparsa
Yo tengo los anos nuevos
Y el hombre los anos viejos
El dolor lo lleva dentro
Y tiene historias sin tiempo
Viejo, mi querido viejo
Ahora ya caminas lerdo
Como perdonando el viento
Yo soy tu sangre mi viejo yo
Soy tu silencio y tu tiempo
Yo soy tu sangre mi viejo yo
Soy tu silencio y tu tiempo
.
Piero nasceu na Itália e foi, ainda criança, para Argentina. É bolivariano e libertário. A música acima é de 1969. Há outras tão sensíveis e belas como essa, mas "Mi Viejo" parece ter sido feita para o papai.
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